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ARTIGO DE FÉ

 

Art. 1º - A PALAVRA DE DEUS

A Bíblia é plena e singularmente, a inspirada palavra de Deus, por escrito (II Tm 3:16: II Pe 1: 20, 21). No seu total é, a palavra de Deus dada por homens inspirados por Deus. A Iniciativa, Ação e Superintendência Divina no processo de Inspiração dá a qualidade de infalibilidade para os documentos originais (Mt 5:18) . Pela providência de Deus, todos os 66 livros do Cânon do Velho e do Novo Testamento foram preservados com tal integridade que, para todos os propósitos, nossas traduções estão baseadas equivalentemente adequadas aos manuscritos originais. A Bíblia se constitui para nós, hoje, a vontade de Deus revelada por escrito (Sl 119:11; Mt 4:4), e as palavras da Escritura são para nós a Palavra de Deus (Hb 3:7).

A Bíblia é para nós suficiente autoridade final para fé e prática (Is 8:20 ; Mt 24:35; Jo 12: 48 ) . Por ela o Espírito Santo, que inspirou a Sua Escritura, continua a iluminar (Sl 119:18, 105, 130; II Tm. 3:16,17) , convencer (Hb 4:12-13), regenerar (Tg 1:18 ; I Pe 1:23) e santificar (Jo 17:17; Ef 5:26). O que não foi revelado e nem estabelecido pelas Escrituras não pode ser feito num Artigo de fé essencial para a Salvação e Ética Cristã (II Tm. 3.15-17).

As verdades da Bíblia foram reveladas por Deus, progressivamente. Enquanto toda a Bíblia foi inspirada, o Novo Testamento, representa o esclarecimento e um aumento daquilo revelado no Velho Testamento. Porquanto, a Lei Cerimonial não se exige do crente, porque o Novo Testamento nos revela que Cristo cumpriu a Lei por nós (Hb 10:3-14)  e cumpre a Lei moral em nós, (Rm 8:4; Gl 3:21-22). A Lei Cerimonial simboliza Cristo, plenamente revelado no Novo Testamento. O plano de Salvação é o mesmo , tanto no Velho como no Novo Testamento, a Justificação é só pela fé (Gl 3:6-9, 16-18, 29; Gl 5:2-6).

 

Art. 2º - DEUS

               O único Deus verdadeiro e vivo (I Rs 8:60; Is 43:10-11; Mc 12:29, 32; I Ts 1:9) é o Eterno Onipotente Espírito pessoal. Ele é infinito e imutável no poder, sabedoria, santidade e amor. (Is 6:3; Tg 1:7).
               Ele é o Criador , Soberano Governador e Preservador de todas as coisas, sejam visíveis ou invisíveis. (Pe 4:19; Sl 103 : 19); Hb 1:3). Na unidade Divina, eternamente existem três pessoas numa só substância, perfeição e poder : O pai, O Filho e o Espírito Santo - (Mt 3:16, 17; 28; 19; II Co 13:13).

 

Art. 3º -  JESUS CRISTO
 
               Jesus cristo é o Eterno Unigênito Filho , a segunda pessoa da Trindade. Ele era e é eternamente Um com o Pai (Jo 1:1; 10:30), e pela concepção do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria (Lc 1:27, 35; Mt 1:20). Assim, duas naturezas completas e perfeitas, foram eternamente unidas em uma personalidade perfeita, em Jesus Cristo.  Ele é a Eterna Palavra feita carne, o Unigênito Filho do Pai, e o Filho do homem (Jo 1:14; 3:16; Mt 16:13). Ele é o Deus-homem , verdadeiramente e plenamente Deus e verdadeiramente e plenamente homem, sem pecado na sua vida ( Hb 4:14-15;  I Jo 3:5). Ele e somente Ele , é qualificado a ser nosso substituto, nosso Salvador, não somente do pecado original, mas também dos pecados atuais (I Tm 2:5; Jd 24-25; Tt 2:14).
   
Ele foi ressurreto corporalmente dos mortos (I Co 15: 17; I Co 15:20, 23; Fp 3: 21).
Ele subiu ao céu e está à destra do Pai, na Majestade Celestial ( At 1:9, 11;  Hb 1:3; 8:1), onde Ele está assentado no trono. Ele voltará dos céus num segundo advento pessoal, antes do Seu reino milenial (At 1:9, 11, Hb 9:28;  Ap 11:15; 22:12, 13).

                                     
Art. 4º - O ESPÍRITO SANTO
 
 O Espírito Santo é a terceira Pessoa da trindade . Ele é da mesma essência ou substância do Pai e do Filho , de quem procedeu (Jo 15:26) , e é co-igual com Eles: em eternidade, graça e poder. O ministério dEle é glorificar Jesus Cristo (Jo 16:14), e Ele está sempre presente e ativo na igreja de Cristo (Jo 14:16,17). Ele convence o mundo do pecado (Jo 16:7,8), regenera aqueles que arrependem-se e crêem (Mc 1:15; Jo 3:7, e Tt 3:5) e santifica e fortalece os crentes para uma vida piedosa de serviço (Rm 15:16;  At 1:8).

O Espírito Santo distribui, soberanamente, os Seus dons dentro da Sua Igreja        (I Co 12:7-11). Nenhum dom específico do Espírito é distribuído a todos os crentes    (I Co 12:28, 29, 30), mesmo que todos possam profetizar (I Co 14:31), ter uma palavra de sabedoria ( I Co 12:8,  Pv.2:1-6; Tiago 1:5), contribuir (Rm 12:8 e II Co  9:6-14) e crer (I Co 12:9 e Rm 3:22).  Em Rm 12:6-8 e  I Co 12:8-10, temos algumas listas de amostras de alguns dos dons . O Espírito Santo dá prioridade sobre os de profecia e ensinamento (I Co 12:28; 14:1-5).

A obediência às limitações estabelecidas pelo Espírito Santo sobre o dom de línguas (I Co 14:27, 28, 40), não elimina o dom (I Co 14:39-40), mas o disciplina .
Comumente, não haverá manifestação do dom de línguas nos cultos (I Co 14:19, 23). No caso de manifestar-se, observar as condições bíblicas de I Co 14:26-28.

O uso da expressão “cânticos espirituais” no Novo Testamento, é para identificar um cântico espiritual em contraste com um mundano . Em nenhum lugar, a bíblia indica que isso se refere ao cantar em línguas  (Ef  5:19: Cl 3:16).
A oração no Espírito é oração em harmonia com e dentro da vontade de Deus,     (I Jo 5:14, 15; Jo 16:23, 24; Ef 6:18). Essa oração não é inferior à oração em línguas (I Co 14:14, 15).

Percebemos que tais expressões como “Eu, o senhor Deus falo”, tem a sua raiz no Velho Testamento. No Novo Testamento, e também nos dias de hoje, todos os crentes têm o Espírito Santo para poderem julgar se a mensagem vem de Deus ou não (At 2:17-18; Rm 8:9;  I Co 14: 29-31). Conseqüentemente, tais expressões (Eu, o senhor Deus falo”), não tem mais razão para existir nos dias de hoje. O dom de profecia é a habilidade Divina de edificar, exortar, consolar e ensinar (I Co 14:3, 4, 8). Em ocasião, poderá haver revelação de futuros eventos (At 20:22, 23; 21:4, 10, 11). Tais revelações, entretanto, não podem alterar ou contradizer a Palavra de Deus escrita (Gl 1:8-9; Ap 22:18-19), e nem significa necessariamente a mudança do propósito de Deus para o crente ou a sua obediência à revelação ou mensagem recebida, a não ser que seja confirmado diretamente a este crente, pelo Espírito Santo (At 21:12-15; I Jo 2:20, 21, 27; Jo 14:26; 16:13). Os profetas devem ser julgados e sujeitos aos princípios bíblicos          (I Co 14: 29-33, 37).

Homens de Deus que recebem certos dons do Espírito para o ministério de Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres, se tornam dons de Deus para a sua Igreja (I Co 12:5 e Ef 4:11.

 

Art. 5º -   HOMEM, LIVRE ARBÍTRIO E PECADO

O homem foi criado à imagem de Deus, inocente e puro (Gn 1:27, 31; Rm 5:12).
               A Imagem de Deus inclui a sua habilidade para escolher entre o bem e o mal . O homem , portanto, era moralmente responsável (Gn 3:3; Dt 30:19; Rm 2:15). Pela sua maldita escolha , Adão rebelou-se contra Deus, caiu do seu estado original de inocência e pureza, recebendo a natureza pecaminosa (Rm  5:12) . Cada ser humano , hoje, herda esta natureza pecaminosa e está inclinado para o mal (Sl 51: 5; Gn 6:5; 8:21; Jr 17:9 e Gl 3:22).
               Pelos seus próprios atos pecaminosos, o homem se torna culpado perante Deus (Rm 3:11-23). A não ser pela obra regeneradora de Deus, todo homem está perdido no pecado, morto nas transgressões e pecado; sem Deus e sem esperança ( II Co 4:3; Ef 2:1-3, 12).
A graça de Deus , por  Jesus Cristo , é livremente conhecida a todos os homens, capacitando a todos que quiserem voltar do pecado para a justiça , e pela fé em Cristo, receber perdão e purificação do pecado (Jo 1:4,9;  Tt 2:11; Rm 5:17, 18; I Jo 1:9). Portanto, temos um evangelho para o mundo todo (I Tm 2:4-6). Todo aquele que quiser vir (Ap 22:17) ; todo aquele que tiver sede pode vir (Jo 7:37) ; e todo aquele que desejar pode crer e receber a vida eterna (Jo 3:16).

O crente é seguramente guardado pelo poder de Deus enquanto ele permanece em comunhão vital com Cristo. Porém, desde que ele continua a ser responsável moralmente, perante Deus, depois da sua conversão, e continua a ter livre arbítrio, é possível para ele cair e rebelar-se contra Deus. Se ele não voltar, nem buscar a restauração pelo arrependimento, persistindo no seu pecado, e morre no estado de rebelião, ele está eternamente perdido (Ez 3:20; 18:24; 33:12, 13, 18; Rm 11:22; Hb 3:6, 14).
 

Art. 6º - EXPÍAÇÃO

              Jesus Cristo operou a plena expiação pelos pecados do mundo inteiro (I Jo 2:2) pelo derramamento do seu próprio sangue na cruz como sacrifício perfeito e suficiente (Hb 9:13, 14, 26). Seu sacrifício nunca precisa ser repetido nem qualquer coisa acrescentada , porque Ele conseguiu a salvação uma vez e para todos (Hb 10:10, 14, 15-18; Jo 19:30).
               Sua morte vicária é a única base para a nossa salvação (At 4:12; I Co 3:11, 15:3).
               É a suficiente expiação para os pecados do mundo inteiro (I Tm 2:6; 4:10). Esta expiação é eficaz para a salvação de criancinhas na sua inocência e para aqueles que não são responsáveis, isto é, os débeis mentais (Rm 2:15; 5:13; Mt 19:13-15). É eficaz para aqueles que têm alcançado a idade de responsabilidade, somente quando se têm arrependido e crido no evangelho (At 3:19).

 

Art. 7º - O NOVO NASCIMENTO

               Arrependimento é aquela tristeza pelo pecado que resulta da obra convencedora do Espírito Santo (Jo 16:7-11; II Co 7:9). Envolve o sentimento de culpa pessoal perante Deus (Sl 51:4), a rejeição voluntária do pecado (At 26:20;  Is.55:7), a confissão do pecado e a restituição daquilo que for possível (Pv. 28:13, I Jo 1:9;  Ez 33: 14-15; Lc 19:9).
               É a preparação essencial para a fé salvadora (Mc 1:5; Mt 3:8; At 3:19; 20:21; 26:20), que é a fé simples em Cristo para a salvação (Jo 20:31; Rm 1:16; Ef 2:8).

           No momento do novo nascimento, a pessoa é justificada (Rm 5:1), regenerada (Tt 3:5), adotada na família de Deus (Ef 1:5; Gl 4.6, 7), é batizada no corpo de Cristo pelo Espírito (I Co 12:13). Naquele momento, o crente tem o Espírito Santo como seu Auxiliador e Testemunha (Jo 14:26; Rm  8:9, 15, 16).
            
A) A justificação é aquele ato gracioso e judicial, de Deus, em plenamente absolver o pecador que está se arrependendo e crendo (Rm 3:24-26; 5:1). Deus concede pleno perdão de toda culpa, liberta da penalidade dos pecados cometidos, e aceita a pessoa como justo; não na base dos méritos, nem esforços do pecador, mas na base da expiação de Jesus Cristo e na fé do pecador (Rm. 3:28; Gl  2:16; Tt 3:7).
     
B) A regeneração, ou o novo nascimento é aquela obra graciosa de Deus , na pessoa arrependida e crente, transformando a natureza moral das trevas para a luz, da natureza para a graça, da morte para a vida, da escravidão para a liberdade em Cristo! (At 26:18; Rm 6:22; Ef 2:1; Tt 3:5). O crente se torna uma nova criatura em Jesus Cristo, é nascido do Espírito e entra numa vida de paz com Deus, obediência à vontade de Deus e amor para com todos (II Co 5.17; Rm  5:1; 6:13; 6:18, 19).
           
C) A adoção é aquela obra graciosa de Deus pela qual o crente , regenerado e justificado, é constituído filho de Deus, com o privilégio de acesso ao Pai, membro da família de Deus, e herdeiro junto com Cristo (Jo 1:12; Rm 8:15, 17).
    A justificação, regeneração e adoção acontecem simultaneamente no coração do pecador arrependido que crê .  

D) O Espírito Santo é testemunha da salvação pela segurança íntima que Ele dá ao Filho de Deus (Rm  8:6; I Jo 3:24; 4:13; 5:6, 10; Rm  8:9), e pelo fruto da sua vida dentro da alma: paz com Deus (Rm 5:1; 8:1), amor para os filhos de Deus (I Jo 3:14; 4:12), gozo em Cristo (Rm 15:13; Gl 5:22; I Ts 1:6), a orientação do Espírito (Rm  8:14), e a conduta justa (I Jo 2:3-6; 3:9, 10). Boas obras são o fruto visível da vida em Cristo; elas não são a condição para a salvação, mas o resultado da salvação, (Ef 2:8;  Jo 15:8, 16).
 

Art. 8º - A PLENITUDE OU BATISMO COM O ESPÍRITO

  A plenitude ou Batismo com o Espírito é uma das várias expressões usadas para descrever aquela obra de graça no coração do crente, depois do novo nascimento, pelo qual ele é purificado de pecado e capacitado para uma vida santa de serviço (At 2:4, 15:8-9; 1:8). Alguns outros termos usados são: “inteira santificação, pureza de coração , descanso divino”, etc.

A expressão “inteira santificação” tem sido usada para distinguir esta obra daquela que acontece no novo nascimento, na purificação inicial da contaminação dos pecados praticados (Tt 3:5). A inteira santificação é devido à entrega plena que é necessário para alguém que deseja ser cheio do Espírito Santo (Rm 12:1, 2; 6:13) e, também, devido à plena purificação da contaminação da natureza que acontece (I Ts 5: 23, 24; Rm  6:6).
A pessoa cheia do Espírito está capacitada, por Ele, de amar a Deus com o seu ser, e o seu próximo como a si mesmo (Mt 22:37, 38; Rm 5:5), e viver em verdadeira santidade de vida (Lc 1:75; Ef  5:25-27; Mt 5:8; Tt 2:12-14).

A plenitude do Espírito é a experiência definida de purificação e revestimento com poder, que acontece depois do novo nascimento. Em aceitar a graça de Deus, o crente experimenta  sede pela plenitude de Deus (Jo 7:37-39), humilha à si mesmo (Is 6:3-7); Rm 7:24, 25) e faz uma consagração total (Rm 6:13, 16, 19). Neste momento de entrega total (Rm 12:1-2) e fé (At 26:18), o Espírito Santo purifica a natureza do crente (At 15:9), e reveste-o com o Seu poder (Lc 24:49; At 1:8). Cristo assim batiza com o Espírito Santo (Jo 1:33; At 1:4-5), cumprindo a grande “promessa do Pai”, a qual é disponível para todo cristão (Lc  24:49; At 1:4-5; 2:39).
A santificação progressiva é aquele processo de crescimento da maturidade cristã na semelhança de Cristo, e na prática de piedade que resulta de um andar obediente na luz (I Jo 1:7), de edificação espiritual e disciplina (Rm 12:2; II Co 3:17, 18), de repetidos enchimentos do Espírito Santo e o Seu ministério contínuo na purificação do crente submisso (At 4:31; Ef 3:19; 5:18) e de Sua constante ajuda (Rm 8:26, 27;  Ef  3:17-21).

O Espírito Santo traz Seu próprio testemunho à alma (Rm 8:16; Hb 10:14-16).
A plena evidência duma vida cheia do Espírito Santo e revestimento de poder não é a presença de nenhum dom ou nenhuma manifestação (I Cor 12:4, 5, 11), mas Ele evidencia a Sua presença santa, principalmente em repartir a Sua santidade na vida do crente (Ez 36:26, 27; Gl 5:16; Ef 1:4 com Rm 5:5), produzindo dentro do crente o fruto abundante do Espírito (Gl 5:22-25) e a obediência (I Pe 1:2).

 

Art. 9º - A CURA DIVINA

É o privilégio que o crente tem de pedir à Deus a cura de pessoas que estão doentes (Tg 5:14-15), porque o Senhor tem interesse em nosso corpo (I Co 6:13, Is 53:4; Sl. 103:3). Enquanto Deus sempre pode curar , nem sempre é Sua vontade fazê-lo (Gl 4:13-15; II Co 12:7-9; II Tm  4:20; I Tm 5:23). Só estaremos livres de toda dor e sofrimento no céu (Rm  8:23-25; I Pe 1:3-5; Ap 21:4 e 22: 2-3).
 

Art. 10º - A RESSURREIÇÃO, O CÉU , E O INFERNO

Haverá uma ressurreição do corpo tanto para os mortos em Cristo, como também os mortos em pecado (I Ts 4:18-17; Dn 12:2; Mt 25:46). Os salvos estarão na presença de Deus (Ap 22:3, 4) e participarão do Seu reino eternamente (Ap 22:5). Haverá a morte e o castigo eterno para os não salvos, no inferno, o lago de fogo (Ap 20:15), onde vão conscientemente estar na companhia dos condenados (Ap 21:8), eternamente separados de Deus (II Ts 1:9). Estarão sob o castigo e a ira de Deus (Jo 3:36) . Essa ira será tão eterna para os perdidos, quanto a vida será eterna para os salvos (Mt 25:46).

 

Art. 11º - A IGREJA E A SUA UNIDADE
 
     A Igreja é o corpo universal de Cristo, composto de todos os verdadeiros crentes em  cristo, com  Ele como o  cabeça (Cl 1:18). Todos os que são nascidos de novo são batizados nesta Igreja, pelo Espírito Santo (I Co 12:12-13). Cristo constrói a sua própria Igreja (Mt 16:18). Essa Igreja não se apresenta dividida pelo fato de haver mais do que uma denominação, nem se torna uma através de união orgânica (Mc  9:38-40).

 

Art. 12º - AS ORDENANÇAS

               As ordenanças instituídas por Cristo (também chamadas sacramentos) são distintivas da profissão de fé dos cristãos, e são sinais de graça e da boa vontade de Deus para conosco, pelas quais Ele, pode operar em nós, despertando, fortalecendo e confirmando nossa fé nEle. São apenas duas ordenanças instituídas por Cristo, nosso Senhor: O batismo e a ceia do Senhor.

A) O BATISMO
O Batismo é um ato de obediência ao Senhor pelo qual o crente se identifica com Cristo perante o mundo (Mc 16:15-16; Mt 28 19-20; At 2:38). É símbolo da lavagem de seus pecados pelo sangue de Jesus , de seu sepultamento com Cristo, e da regeneração e novidade de vida em Cristo (Rm 6:4).
 

B) A CEIA DO SENHOR 
A Ceia do Senhor é o sêlo da nova aliança no Sangue de Cristo, pelo qual o crente deve se identificar com o corpo de Cristo e participar das promessa e do plano eterno de Deus para o Seu povo. Os elementos são símbolos da nossa redenção pela morte de Cristo.
O pão que participamos é a comunhão do corpo de Cristo e o cálice é a comunhão do sangue de Cristo, o Cordeiro de Deus (I Co 10:16). O Corpo de Cristo na ceia é dado somente de modo espiritual, e é comido pela fé. A Ceia do Senhor deve ser administrada com o pão e o cálice, indistintamente, a todos os cristãos em plena comunhão com Deus e com a Sua Igreja (Mc 14:22-24; I Co 11:23-29).

Art.13º - DO ARREBATAMENTO DA IGREJA, DA SEGUNDA VINDA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E DO JUÍZO FINAL

A) Cremos no arrebatamento da Igreja para o encontro com o Senhor nos ares (I Ts 4:13-17), para o qual o cristão deve estar preparado, pois do dia e hora ninguém sabe (Mt 24: 36-44).

B) Cremos no retorno pré-milênio do nosso Senhor Jesus Cristo à terra, juntamente com os santos (a Igreja), em forma corporal e visível, para o estabelecimento do Reino Milenar de Deus na terra (At 1:9-11 e Ap 20:1-6).

C) Cremos no juízo final, quando Deus julgará os homens ímpios e os condenará juntamente com o Diabo, a besta, o falso profeta, a morte e o inferno , os quais serão lançados no lago de fogo, onde serão atormentados eternamente, em contraste
com os justos que gozarão eternamente com Deus (Ap 20:7-15 e 21:1-8).